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    Adustina: Ideias e diversidades




    “Um gigante na linha de mira da privatização?”

    meio-ambienteaquifero-guaraniartigos

    Há décadas, grandes conglomerados multinacionais se interessam em explorar trechos do manancial que atendem às suas posições logísticas e produtivas

    26 de outubro de 2016 23h04

     perde 33 mil hectares de terra fértil por dia

     

    Por Rui Daher*Da CartaCapital


    O fato de o Brasil ter chegado, neste século, a uma potência agropecuária mundial deveu-se à extensão de seu território, às condições edafoclimáticas de sua posição geográfica e a uma vocação negocial e laboral secular, o que permitiu alta diversificação de culturas para os mercados interno e externo.


    Enquanto perduraram os períodos extrativistas e monocultores, a agricultura brasileira era forçada a abrir portas e pernas ao comércio internacional, dominado pelo hemisfério norte que cedo se industrializou e agregou tais valores às suas ações imperialistas. Seus alvos estavam em nações sul e centro-americanas e africanas.


    Aqui, exceto em raros períodos, pouco aconteceu através de ações de Estado planejadas e com vocação distributiva. O vetor negocial e empresarial foi realizado na raça e no peito, este, muitas vezes, fardado com a camiseta do Vasco, na faixa e em remelexos de gafieira, que assim são nossas leis quando simpatizam com alguém.


    Tenho insistido. Para manter e expandir essa expressividade por mais algumas décadas, pelo menos até a eclosão da III Guerra Mundial, a agropecuária brasileira precisa firmar três posições: coragem para baixar custos com a inclusão de insumos naturais em seus manejos; priorizar a agricultura familiar para mais inseri-la no agronegócio; e defender a biodiversidade com unhas e dentes. De muito importante, nada mais, pois ou está feito ou não depende de nós.

     

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    • 248d41e6-4b23-4aa1-84b2-7541cde5e699.png

      São justamente esses os temas basilares da agropecuária que temos levado como Deus fez a mandioca, de qualquer jeito ou, quando não, dando-lhe formas que atendam interesses políticos paroquiais e geopolíticos externos.


      O Aquífero Guarani, por exemplo. Para alguns estudiosos o maior manancial de água doce subterrâneo do planeta. Descoberto em 1996 pelo geólogo uruguaio Danilo Anton, é uma dádiva eminentemente “Mercosulina”, pois localizada em Brasil (69%), Argentina (21%), Paraguai (5%) e Uruguai (5%).


      Com área total de 1,2 milhão de km² e capacidade de abastecer 400 milhões de pessoas, os 840 mil km² brasileiros espalham-se por oito estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Seria de grande importância para a estratégia futura do País, certo? Não muito.


      Há décadas, grandes conglomerados multinacionais se interessam em explorar trechos do manancial que atendem às suas posições logísticas e produtivas. Preocupados, em 2003, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Banco Mundial criaram um fundo de apoio para Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, e nele incluíram o Aquífero Guarani.


      Recentemente, na levada que a política neoliberal sugeria no passado, agora oficializada por um golpe de Estado, alguns departamentos e técnicos da Agência Nacional de Águas (ANA), sob condição de anonimato, têm revelado a presença do aquífero em lista dos bens públicos privatizáveis.


      Claro que as folhas e telas cotidianas, apoiadoras do impeachment da eleita presidente Dilma Rousseff, não têm tratado do assunto, ocupadas que estão em arrecadar as generosas verbas de publicidade que mereceram pela “mãozinha” dada (sugiro a excelente matéria de Sergio Lírio na mais recente edição impressa de CartaCapital).


      Em encontros reservados, o presidente empossado pelo golpe e grandes empresários discutem incluir concessões de até mais de 100 anos para exploração do Aquífero Guarani, dentro do Programa de Parceria e Investimento (PPI) do novo governo da velha camarilha. Nestlé e Coca-Cola estão na parada. Resta conhecer a posição do Ministério do Meio Ambiente, hoje comandado por Sarney Filho (PV-MA).


      Governos brasileiros entreguistas agem da mesma forma que clubes de futebol quebrados. Vendem os principais craques ou as promessas do futuro.


      *Criador e consultor da Biocampo Desenvolvimento Agrícola

      FONTE:http://www.mst.org.br/2016/10/26/um-gigante-na-linha-de-mira-da-privatizacao.html



      Escrito por sj.aracaju2009 às 08h31 PM
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      “Um gigante na linha de mira da privatização?”

      meio-ambienteaquifero-guaraniartigos

      Há décadas, grandes conglomerados multinacionais se interessam em explorar trechos do manancial que atendem às suas posições logísticas e produtivas

      26 de outubro de 2016 23h04

       perde 33 mil hectares de terra fértil por dia

       

      Por Rui Daher*Da CartaCapital


      O fato de o Brasil ter chegado, neste século, a uma potência agropecuária mundial deveu-se à extensão de seu território, às condições edafoclimáticas de sua posição geográfica e a uma vocação negocial e laboral secular, o que permitiu alta diversificação de culturas para os mercados interno e externo.


      Enquanto perduraram os períodos extrativistas e monocultores, a agricultura brasileira era forçada a abrir portas e pernas ao comércio internacional, dominado pelo hemisfério norte que cedo se industrializou e agregou tais valores às suas ações imperialistas. Seus alvos estavam em nações sul e centro-americanas e africanas.


      Aqui, exceto em raros períodos, pouco aconteceu através de ações de Estado planejadas e com vocação distributiva. O vetor negocial e empresarial foi realizado na raça e no peito, este, muitas vezes, fardado com a camiseta do Vasco, na faixa e em remelexos de gafieira, que assim são nossas leis quando simpatizam com alguém.


      Tenho insistido. Para manter e expandir essa expressividade por mais algumas décadas, pelo menos até a eclosão da III Guerra Mundial, a agropecuária brasileira precisa firmar três posições: coragem para baixar custos com a inclusão de insumos naturais em seus manejos; priorizar a agricultura familiar para mais inseri-la no agronegócio; e defender a biodiversidade com unhas e dentes. De muito importante, nada mais, pois ou está feito ou não depende de nós.

       

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      • 248d41e6-4b23-4aa1-84b2-7541cde5e699.png

        São justamente esses os temas basilares da agropecuária que temos levado como Deus fez a mandioca, de qualquer jeito ou, quando não, dando-lhe formas que atendam interesses políticos paroquiais e geopolíticos externos.


        O Aquífero Guarani, por exemplo. Para alguns estudiosos o maior manancial de água doce subterrâneo do planeta. Descoberto em 1996 pelo geólogo uruguaio Danilo Anton, é uma dádiva eminentemente “Mercosulina”, pois localizada em Brasil (69%), Argentina (21%), Paraguai (5%) e Uruguai (5%).


        Com área total de 1,2 milhão de km² e capacidade de abastecer 400 milhões de pessoas, os 840 mil km² brasileiros espalham-se por oito estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Seria de grande importância para a estratégia futura do País, certo? Não muito.


        Há décadas, grandes conglomerados multinacionais se interessam em explorar trechos do manancial que atendem às suas posições logísticas e produtivas. Preocupados, em 2003, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Banco Mundial criaram um fundo de apoio para Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, e nele incluíram o Aquífero Guarani.


        Recentemente, na levada que a política neoliberal sugeria no passado, agora oficializada por um golpe de Estado, alguns departamentos e técnicos da Agência Nacional de Águas (ANA), sob condição de anonimato, têm revelado a presença do aquífero em lista dos bens públicos privatizáveis.


        Claro que as folhas e telas cotidianas, apoiadoras do impeachment da eleita presidente Dilma Rousseff, não têm tratado do assunto, ocupadas que estão em arrecadar as generosas verbas de publicidade que mereceram pela “mãozinha” dada (sugiro a excelente matéria de Sergio Lírio na mais recente edição impressa de CartaCapital).


        Em encontros reservados, o presidente empossado pelo golpe e grandes empresários discutem incluir concessões de até mais de 100 anos para exploração do Aquífero Guarani, dentro do Programa de Parceria e Investimento (PPI) do novo governo da velha camarilha. Nestlé e Coca-Cola estão na parada. Resta conhecer a posição do Ministério do Meio Ambiente, hoje comandado por Sarney Filho (PV-MA).


        Governos brasileiros entreguistas agem da mesma forma que clubes de futebol quebrados. Vendem os principais craques ou as promessas do futuro.


        *Criador e consultor da Biocampo Desenvolvimento Agrícola

        FONTE:http://www.mst.org.br/2016/10/26/um-gigante-na-linha-de-mira-da-privatizacao.html



        Escrito por sj.aracaju2009 às 08h22 PM
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        Atividade física: hidratação é fundamental!

        Atividade física: hidratação é fundamental!

        Considerando-se que há perdas

         

         

        Considerando-se que há perdas significativas de líquidos e minerais durante o exercício físico, a hidratação adequada é fundamental para que o rendimento físico e saúde não sejam prejudicados. Durante a prática esportiva, a taxa de transpiração é altamente variável, oscilando entre 1 e 2 litros de líquidos por hora de exercício. Os eletrólitos perdidos em maior quantidade na transpiração são o sódio e o cloro. A diminuição de água promove perda de peso e a capacidade de hidrólise de lipídeos também é reduzida, o que acarreta diminuição da capacidade máxima de desempenho. É importante ressaltar que a desidratação antecede a sede, provocando diminuição do volume plasmático e aumento da osmolaridade. Dessa forma, ao sentir sede o esportista já está desidratado e, desta forma, pode apresentar efeitos deletérios à performance e saúde.

         

        O efeito mais sério da prática de exercícios em ambientes quentes é a hipovolemia progressiva (um volume sangüíneo abaixo do normal), acompanhado de uma desidratação. Na verdade, o volume sangüíneo é mantido razoavelmente bem durante a desidratação porque a hipertonicidade que se instala, quando a água deixa o compartimento vascular, promove a saída de água do compartimento intersticial e intracelular para o sistema intravascular. A perda de peso é um importante indicador de desidratação: • Quando sentimos sede já estamos em processo de hipohidratação. Por isso, não podemos esperar a manifestação da sede para nos hidratarmos. • Perda hídrica de 2% do peso corporal: manifestação da sede. • Perda de 4% do peso corporal: ocorre diminuição da capacidade de hidrólise e diminuição do desempenho. • Perda de 7% do peso corporal: há comprometimento plasmático, 9% do peso corporal: há risco de colapso e 10% do peso corporal: risco de morte Consequências da não reidratação: • Quando um indivíduo torna-se hipohidratado, ocorre diminuição do volume plasmático com aumento da concentração de sódio e potássio.

        Todos eletrólitos ficam mais concentrados se não houver reposição hídrica. Pode ocorrer débito cardíaco, diminuição do fluxo sanguíneo para os tecidos e prejuízo na performance. Bebidas esportivas Estudos comprovam que uma mistura apropriada de líquido com carboidratos e eletrólitos podem melhorar o desempenho do atleta. Dessa forma, o objetivo maior da inclusão de eletrólitos nas bebidas esportivas é a reposição do que foi perdido no suor. Quanto aos carboidratos, estes além de melhorarem a palatabilidade, têm um efeito mínimo no esvaziamento gástrico e estimula a absorção de líquidos e eletrólitos no intestino delgado. É importante ressaltar que a concentração ideal de carboidratos para atingir esses benefícios é de 60 a 70 g/L. Um bom exemplo de uma bebida esportiva adequada quanto aos eletrólitos e aos carboidratos é o soro caseiro, com custo infinitamente menor do que as bebidas esportivas industrializadas.

        Porém, sua palatabilidade pode ser desagradável para algumas pessoas. De acordo com o "American College of Sports Medicine" a reposição de líquidos para quem pratica exercícios deve ser da seguinte forma: • 2 h antes do exercício: ingestão de 500 mL de líquidos • A partir de 1 h de exercício: 600 - 1200 mL de líquidos por hora de exercício • O carboidrato é essencial como repositor energético e no retardo da fadiga; • Concentração ideal de carboidrato para hidratação: 4 - 8% • Concentração de sal: 1 terço de colher de sopa de sal por litro de água; • Hidratar a cada 15 - 20 minutos de exercício Elaborada pela Equipe RGNutri

         

        FONTE:  http://www.sitemedico.com.br/site/boa-forma/fitness/6621-atividade-fisica-hidratacao-e-fundamental



        Escrito por sj.aracaju2009 às 12h35 PM
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        cuidado com o colesterol ruim

         

        O colesterol é um lipídeo extremamente importante no nosso organismo, mas quando se encontra em excesso no sangue pode trazer consequências graves.

        O colesterol é um esteroide essencial para o bom funcionamento do nosso organismo 
        O colesterol é um esteroide essencial para o bom funcionamento do nosso organismo

        Os esteroides são considerados uma classe especial de gordura e compreendem os hormônios sexuais, os corticosteroides, os sais biliares do fígado, a vitamina D e o colesterol, o mais conhecido.

        colesterol é uma substância essencial para o nosso organismo, pois é utilizado por nossas células para a produção das membranas celulares e dos hormônios esteroides (estrógeno e testosterona), sendo, por esse motivo, produzido em nosso próprio organismo, principalmente no fígado. O colesterol também pode ser encontrado em outros alimentos de origem animal, como carnes, leite, ovos, etc. Mesmo exercendo funções extremamente importantes em nosso organismo, o colesterol em excesso pode fazer mal, trazendo muitos distúrbios à saúde.

        Em nosso sangue são encontrados dois tipos de colesterol, que possuem a mesma estrutura molecular. Eles se diferem apenas quanto às proteínas sanguíneas que realizam o seu transporte. Quando associado às proteínas, ocolesterol pode formar o LDL (LowDensity Lipoprotein - lipoproteína de baixa densidade) e o HDL (HighDensityLipoprotein - lipoproteína de alta densidade).

        Todo o colesterol proveniente do fígado ou dos alimentos ingeridos é transportado pelo sangue na forma de LDL para todos os tecidos do corpo, sendo esse colesterol utilizado pela célula na síntese de suas membranas celulares. Se houver excesso de colesterol no sangue, haverá interferência nesse processo, causando uma redução na captação do LDL pelas células e, consequentemente, um aumento na concentração de LDL no sangue. Quando em altas concentrações no sangue, o LDL começa a se depositar na parede dos vasos sanguíneos, causando a arteriosclerose. Por esse motivo, o colesterolque se associa às proteínas formando o LDL é também conhecido como “colesterol ruim”.

        A arteriosclerose é causada pelo acúmulo de colesterol nos vasos sanguíneos
        A arteriosclerose é causada pelo acúmulo de colesterol nos vasos sanguíneos

        Enquanto o colesterol que se associa às proteínas formando o LDL pode causar prejuízos à saúde, o colesterol que se une às proteínas formando o HDL traz somente benefícios. As lipoproteínas HDL captam o colesterol que está em excesso no sangue, encaminhando-o para o fígado, que o elimina na bile na forma natural ou na forma de sais biliares. Como essas lipoproteínas ajudam na eliminação do “colesterol ruim”, elas são chamadas de “colesterol bom”.

        São muitas as causas do aumento do colesterol no sangue, como tendências genéticas ou hereditárias, obesidade, sedentarismo, tabagismo e hipertensão, mas a causa mais comum está relacionada aos hábitos alimentares. Uma dieta rica em alimentos de origem animal (gordura saturada, sólida em temperatura ambiente) contribui para que a concentração de colesterol no sangue se eleve, originando vários problemas.

        Muitos especialistas acreditam que o consumo de alimentos ricos em gordura insaturada, líquida à temperatura ambiente, como o azeite de oliva, mantenha os níveis adequados de colesterol no sangue e aumente a produção de HDL, “colesterol bom”. Outro benefício do azeite é que ele aumenta a taxa de secreção de bile pelo fígado, promovendo a digestão e a absorção das gorduras e das vitaminas lipossolúveis.

        A alta concentração de colesterol no sangue não provoca nenhum tipo de sintoma, por isso quem é sedentário e possui uma dieta rica em gorduras saturadas tem mais chance de apresentar um taxa de colesterol ruim alta. É importante lembrar que a arteriosclerose não apresenta nenhum tipo de sintoma, sendo sentida apenas quando há obstrução total de vasos ou artérias. Conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia, os níveis de colesterol total (HDL e LDL) no sangue devem ficar abaixo de 200mg/dL, enquanto que os níveis de HDLdevem ficar acima de 35mg/dL e os níveis de LDL abaixo de 130mg/dL.

        Praticar atividades físicas, parar de fumar e adotar uma dieta balanceada são medidas que podem controlar os níveis de colesterol no sangue, mas nem sempre essas mudanças conseguem controlar esse nível, sendo necessário, em alguns casos, o uso contínuo de medicamentos.


        Por Paula Louredo
        Graduada em Biologia



        Escrito por sj.aracaju2009 às 07h53 PM
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        POTENCIALIDADE DE OCORRÊNCIA DE CAVERNAS

         


        MAPA BRASILEIRO DE POTENCIALIDADE DE OCORRÊNCIA DE CAVERNAS

         VERSÃO FINAL

        Grande parte do território brasileiro é composta por terrenos propícios à ocorrência de ambientes cársticos em diferentes litologias. Conforme Piló e Auler (2011), apesar de o potencial espeleológico brasileiro situar-se na faixa de algumas centenas de milhares de cavernas, menos de 5% das cavidades naturais subterrâneas brasileiras são conhecidas.

        Dessa forma, os autores acima citados defendem a adoção de um referencial para a construção de modelo do potencial espeleológico no país (baseado em dados estimados), a partir da relação entre o número de cavernas conhecidas nas principais litologias, com o provável potencial ainda não conhecido (Tabela 1).

        Tabela 1- Estimativa do potencial espeleológico brasileiro em relação às cavernas conhecidas por litologia.

        Litologia

        Número de cavernas conhecidas

        Provável potencial (cavernas ainda não conhecidas)

        Percentagem de cavernas conhecidas

        Carbonatos

        7.000

        > 150.000

        < 5%

        Quartzitos

         510(*)

        > 50.000

        < 1%

        Arenitos

        510(*)

        > 50.000

        < 1%

        Minério de Ferro

        2.000

        > 10.000

        < 20%

        Outras litologias

        200

        > 50.000

        < 0,5%

        Fonte: Piló e Auler (2011, p. 9), modificado por Jansen et al., 2012.

        (*) Valores aproximados, extraídos da base de dados do CECAV de 01 de junho de 2012.

        O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV), do Instituto Chico Mendes, tem como competência e objetivo produzir - por meio da pesquisa científica, do ordenamento e da análise técnica de dados - o conhecimento necessário à conservação do Patrimônio Espeleológico, além de executar e auxiliar ações de manejo para a conservação desse Patrimônio (Portaria nº 78, de 03/09/2009, do Instituto Chico Mendes).

        O cadastro de cavernas do CECAV, atualizado mensalmente, abrange dados provenientes de outras bases, estudos e prospecção espeleológicos, material bibliográfico e trabalhos de campo realizados por seus técnicos. Em 2010, esse cadastro recebeu um número significativo de registros de cavernas em áreas de minério de ferro e de canga, provenientes de estudos espeleológicos ligados a processos de licenciamento ambiental federal, o que demonstra alto grau da ocorrência de cavernas nessas litologias. Em junho de 2012, o CECAV disponibilizou 10.476 registros de cavernas em sua base de dados

        Diante da necessidade evidente de dados geoespacializados que pudessem aprimorar a gestão do Patrimônio Espeleológico e, principalmente, auxiliar a análise de processos de licenciamento ambiental de atividades lesivas aos ambientes cársticos, analistas ambientais do CECAV iniciaram em 2005, o desenvolvimento de metodologia para mapear áreas do território brasileiro favoráveis à ocorrência de cavernas, a partir do Mapa Geológico do Brasil, na escala 1:2.500.000, elaborado, em 2003, pela CPRM.

        A partir do conhecimento acumulado, esse mapa foi atualizado pela mesma equipe técnica. Dessa forma, em 2008 e 2009, respectivamente, foram disponibilizadas na página do CECAV, a 2ª e 3ª aproximações. Porém, a metodologia de elaboração somente foi descrita na 4ª aproximação do Mapa, por JANSEN (2011).

        Em setembro de 2012, foi publicado o artigo com a versão final do Mapa de Potencialidade de Cavernas no Brasil, na escala 1:2.500.000, na Revista Brasileira de Espeleologia – RBEsp, com o objetivo de desenvolver metodologia que pudesse aperfeiçoar o mapeamento anteriormente realizado e finalizar essa série de mapas, na escala 1:2.500.000.

        Na nova metodologia, para gerar a classificação litológica que estabelece o grau de potencialidade de ocorrência de cavernas no Brasil foram utilizados, além da revisão bibliográfica sobre as principais formações litológicas das cavidades registradas na base de dados do CECAV, os seguintes dados em formato shapefile: 1) localização das províncias espeleológicas brasileiras; 2) Mapa Geológico do Brasil, com ênfase nas “Litologia1”, “Litologia2” e “Nome da Unidade”, na escala de 1:2.500.000 (CPRM, 2003); 2) localização de 10.257 cavidades existentes na base de dados do CECAV em 01/06/2012, gerados a partir da integração de dados oriundos de bibliografia especializada, pesquisas e estudos ambientais, Cadastro Nacional de Cavernas (CNC), da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) e CODEX, da Redespeleo Brasil.

        Foram utilizadas as cinco classes de grau de potencialidade anteriormente estabelecidas (JANSEN, 2011): “Muito Alto”; “Alto”; “Médio”; “Baixo”; e “Ocorrência Improvável”.

        Para cada classe foram agrupados os tipos de rochas, ponderando seus aspectos e respeitando a frequência de ocorrência de cavidades.

        O campo “Litotipo1” foi utilizado exclusivamente na ocorrência de até 04 tipos distintos de litotipos, observando a porcentagem mínima para cada litologia.

        O campo “Litotipo2” foi considerando em conjunto com o “Litotipo1” na ocorrência de mais de 04 tipos distintos de litotipos.

        Os campos “Nome da Unidade”, “Sigla da Unidade” e “Província”, do mapa geológico da CPRM, foram utilizados após classificação preliminar da litologia, para os ajustes nas áreas limítrofes das províncias espeleológicas, em regiões com alta concentração de cavidades, respeitando as províncias e as unidades geológicas dominantes. Esse ajuste foi necessário uma vez que a escala dos dados (1:2.500.000) não proporciona maior detalhamento dessas unidades, desfavorecendo a precisão da informação.

        Como resultado, obteve-se que 78,4% das cavidades estão localizadas em áreas com graus de potencialidade de ocorrênciaMuito Alto e Alto, ou seja, desenvolvidas basicamente em rochas carbonáticas e em formações ferríferas; 12,8% em áreas com grau de potencialidade Médio, englobando, em especial, os arenitos e quartzitos, com vários registros de ocorrência em todo o Brasil; e 8,7% do total em locais de Baixa potencialidade e Ocorrência Improvável (Quadro 1; Figuras 1 e 2).

        Quadro 1- Grau de potencialidade de ocorrência de cavernas no Brasil de acordo com a litologia.

        Litotipo

        Grau de Potencialidade

        Calcário, Dolomito, Evaporito, Metacalcário, Formação ferrífera bandada, Itabirito e Jaspilito.

        Muito Alto

        Calcrete, Carbonatito, Mármore e Marga.

        Alto

        Arenito, Conglomerado, Filito, Folhelho, Fosforito, Grauvaca, Metaconglomerado, Metapelito, Metassiltito, Micaxisto, Milonito, Quartzito, Pelito, Riolito, Ritmito, Rocha calci-silicática, Siltito e Xisto.

        Médio

        Anortosito, Arcóseo, Augengnaisse, Basalto, Charnockito, Diabasio, Diamictito, Enderbito, Gabro, Gnaisse, Granito, Granitóide, Granodiorito, Hornfels, Kinzigito, Komatito, Laterita, Metachert, Migmatito, Monzogranito, Oliva gabro, Ortoanfibolito, Sienito, Sienogranito, Tonalito, Trondhjemito, entre outros litotipos.

        Baixo

        Aluvião, Areia, Argila, Cascalho, Lamito, Linhito, Turfa e outros sedimentos.

        Ocorrência Improvável

         fig mapa potencial a4 web

        Figura 1- Mapa de potencialidade de ocorrência de cavernas no Brasil, na escala 1:2.500.000.

        Click aqui para fazer o download do mapa de potencialidade no formato PDF.

        Elaboração: Lindalva F. Cavalcanti

        Click aqui para fazer o download dos dados digitais em formato shapefile

         figura2 cavernas grau ocorrencia

        Figura 2- Distribuição das cavidades naturais subterrâneas no Brasil por grau potencialidade de ocorrência.

        Elaboração: Débora C. Jansen e Lindalva F. Cavalcanti.

        Referências bibliográficas

        CPRM - Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais/Serviço Geológico do Brasil. Mapa Geológico do Brasil, 2003. Escala 1:2.500.000. CD-ROM.

        JANSEN, D.C. Mapa Brasileiro de Potencialidade de Ocorrência de Cavernas. Encontro Nacional da Associação de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia, IX, Universidade Federal de Goiás, Goiânia. 8 a 12 de outubro de 2009, 6p.

        JANSEN, D.C; CAVALCANTI, L. F. LAMBLÉM, H. S. Mapa de Potencialidade de Ocorrência de Cavernas no Brasil, na escala 1:2.500.000. Revista Brasileira de Espeleologia, Brasília, 2012, v. 2, n.1.

        PILÓ, L. B.; AULER, A. Introdução à Espeleologia. In: CECAV. III Curso de Espeleologia e Licenciamento Ambiental. Brasília: CECAV/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, 2011. Cap. 1, p. 7-23.

        Equipe técnica

        Débora Campos Jansen, Analista Ambiental

        Lindalva Ferreira Cavalcanti, Analista Ambiental

        Cristiano Fernandes Ferreira, Analista Ambiental

        José Carlos do Reino, Analista Ambiental

        Ana Lúcia de Costa de Oliveira Galvão, Analista Ambiental

        Julio Ferreira da Costa Neto, Analista Ambiental

        Maristela Félix de Lima, Analista Ambiental

         

        fonte:http://www.icmbio.gov.br/cecav/projetos-e-atividades/potencialidade-de-ocorrencia-de-cavernas.html


        Escrito por sj.aracaju2009 às 10h31 PM
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        REGIÕES CÁRSTICAS DO BRASIL

         


        A primeira proposta de classificação do carste brasileiro surgiu na década 1970, elaborada por KARMANN & SÁNCHEZ (1979) que, a partir da distribuição de rochas carbonáticas, identificaram cinco províncias espeleológicas, isto é, Vale do Ribeira, Bambuí, Serra da Bodoquena, Alto Rio Paraguai e Chapada de Ibiapaba, além de outras nove áreas com fenômenos cársticos mais restritos. Em 1986, as províncias Rio Pardo, Serra Geral e Alto Urubu, as duas últimas de formação arenítica, foram incluídas nessa classificação (KARMANN e SÁNCHES, 1986).

        Posteriormente, AULER, RUBBIOLI E BRANDI (2001) caracterizaram geologicamente a distribuição de 14 áreas carbonáticas no Brasil, com base no mapa geológico elaborado por Schobbenhaus et al., 1981 citado por HARDT (2004), adotando a terminologia região cárstica para designar áreas com cavernas.

        A diferença entre as classificações de AULER, RUBBIOLI E BRANDI (2001) e KARMANN & SÁNCHEZ (1979; 1986) se deve principalmente às escalas de mapeamento e ao grau de conhecimento à época de elaboração dos trabalhos.

        Em 2009, analistas ambientais do CECAV refinaram e ampliaram a classificação de AULER, RUBBIOLI E BRANDI (2001), a partir dos dados constantes do Mapa Geológico do Brasil (CPRM, 2003), da litoestratigrafia do Geobank (CPRM, 2007) e da base de dados do CECAV, que contava à época, com aproximadamente 6.000 cavidades naturais subterrâneas registradas.

        Foram identificadas cinco novas regiões cársticas não carbonáticas. Dessa forma, o “Mapa das Regiões Cársticas do Brasil”, elaborado pelo CECAV, contém 19 regiões cársticas: Formação Caatinga, Formação Carajás, Formação Salinas, Formação Vazante, Grupo Açungui, Grupo Apodi, Grupo Araras, Grupo Bambuí, Grupo Brusque, Grupo Corumbá, Grupo Paranoá, Grupo Rio Pardo, Grupo Ubajara, Grupo Una, Grupo Vargem Grande, Grupo Xambioá, Região Cárstica de São João Del Rei, Região Cárstica Quadrilátero Ferrífero e Supergrupo Canudos (Figura 1). Os dados digitais se encontram em formato shapefile paradownload, no Sistema de Coordenadas Geográficas, Datum SAD69.

        O refinamento da delimitação dessas regiões cársticas foi complementado a partir de:

        Grupo Açungui

        Descobrindo Intervales Atlas Ambiental: aspectos do meio físico (geologia). Disponível em: <http://www.geografia.fflch.usp.br/mapas/Atlas_Intervales/meio_fisico.html>.

        Geologia do Escudo. MINEROPAR – Serviço Geológico do Paraná. Disponível em: <http://www.mineropar.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=23>.

        Grupo Corumbá

        JUSTO, L. J. E. C. Fosfato da Serra da Bodoquena - Mato Grosso do Sul. In: Informe de Recursos Minerais, Série Insumos Minerais para Agricultura, nº 02 (Programa de Avaliação Geológico - Econômica de Insumos Minerais para Agricultura no Brasil - Projeto PIMA). Goiânia: CPRM, 1999. Disponível para download em: <http://www.cprm.gov.br/arquivos/pdf/recmin/pimainforme2.pdf>.

        Grupo Rio Pardo

        KARMANN, I. O grupo Rio Pardo (Proterozoico médio a superior): uma cobertura paraplataformal da margem sudeste do Cráton do São Francisco. 1987. 127f. Dissertação (Mestrado) - Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1987.

         

        Grupo Ubajara

        CPRM. Geotectônica do Escudo Atlântico (parte 2/3). In: Geologia, Tectônica e Recursos Minerais do Brasil (textos, mapas & SIG). Parte II: tectônica. Disponível em: <http://www.cprm.gov.br/publique/media/cap_V_b.pdf>;. Acesso em: 16 abr. 2012.

        Grupo Una

        Diamictitos e “Cap Dolomites” Sturtianos sobre o Grupo Jacobina - Araras, Norte de Campo Formoso - Bahia. Geologia USP: Série Científica, São Paulo, v. 8, n. 2, p. 11-27, 2008. Disponível para download em: <http://geologiausp.igc.usp.br/geologiausp/sc1/art.php?artigo=706>.

        LIMA, C. M. de. Estudo ambiental comparativo entre a Bacia do rio Verde/Jacaré e a Bacia do rio Corrente. Disponível em: <http://www.geoambiente.ufba.br/seminário/trab_Cristiane.pdf>.

        Região Cárstica Supergrupo Canudos

        SANTOS, D. B., MENEZES, H. J. S. de. Aspectos históricos e geográficos sobre a ocorrência de cavernas em Sergipe. Congresso Brasileiro de Espeleologia, 27, Januária. Anais... São Paulo: SBE, 2003. p. 248-252. Disponível para download em <http://www.sbe.com.br/anais27cbe/27cbe_248-252.pdf>.

        SANTOS, B. D.; SILVA, S. G. A. Levantamento de sítios com arte rupestre no Domínio Macururé ao longo do Baixo São Francisco – Sergipe. Workshop Arqueológico de Xingó, 2º, Canindé do São Francisco. Anais... Museu de Arqueologia de Xingó, 2002. p. 5-8. Disponível para download em <http://www.max.org.br/biblioteca/Revista/Anais2WS/Sitios-Arte-Rupestre.pdf>.

        Região Cárstica do Quadrilátero Ferrífero

        CPRM - Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais/Serviço Geológico do Brasil (CPRM/SGB). Excursão Virtual pela Estrada Real no Quadrilátero Ferrífero – aspectos geológicos, históricos e turísticos. Disponível em: <http://www.cprm.gov.br/estrada_real/geologia_estratigrafia.html>.

        Região Cárstica de São João del Rei

        FERNANDES, T. M. G; GODOY, A. M.; FERNANDES, N. H. Aspectos geológicos e tecnológicos dos quartzitos do centro produtor de São Thomé das Letras (MG). Geociências, v. 22, n. 2, p. 129-141, 2003. Disponível para download em: <http://petro.rc.unesp.br/revistageociencias/22_2/3.pdf>.

        BRANDÃO, P. F. P. Mercado de rochas calcárias e fosfáticas para nutrição animal. Dissertação (Mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, 2002.

        Grupo Bambuí

        CPRM - Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais/Serviço Geológico do Brasil.  Banco de Dados GEOBANK. Disponível em: <http://geobank.sa.cprm.gov.br/>.

        PORSANI, J. L; FONTES, S. L. O método magnetolúrgico aplicado à Bacia do São Francisco, Minas Gerais. Rev. Bras. Geof.[online]. 2001, v.19, n.2, pp. 145-154. ISSN 0102-261X. Disponível para download em:<http://dx.doi.org/10.1590/S0102-261X2001000200003>.

        CASTRO, P. T. A. Características estratigráficas e sedimentológicas dos conglomerados e rochas associadas da Formação Samburá (Grupo Bambuí), Região do Alto rio São Francisco, SW do Cráton do São Francisco. Geo.br, v.4, n. 1, 2004. pp. 1-18. ISSN1519-5708. Disponível para download em: <http://www.degeo.ufop.br/geobr/artigos/artigos_completos/volume4/paulo-tarso.pdf>.

         

        figura regioes carsticas do brasil

        Figura 1- Mapa das regiões cársticas do Brasil.
        Elaboração: Lindalva F. Cavalcanti

        Click aqui para fazer o Download dos dados digitais em formato shapefile download

        Referências bibliográficas

        AULER, A.; RUBBIOLI, E. L.; BRANDI, R. As grandes cavernas do Brasil. Belo Horizonte: Rona Editora, v. 1, 2001. 230 p.

        CECAV - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas. Base digital de dados geoespacializados de cavernas do Brasil (atualização mensal). Instituto Chico Mendes. Disponível em: .

        CPRM - Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais/Serviço Geológico do Brasil. Banco de Dados GEOBANK. 2007. Disponível em: <http://geobank.sa.cprm.gov.br/>.

        CPRM - Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais/Serviço Geológico do Brasil. Mapa Geológico do Brasil. Escala 1:2.500.000. 2003. CD-ROM.

        HARDT, R. Aspectos da morfologia cárstica da Serra do Calcário - Cocalinho - MT. Dissertação (Mestrado). Rio Claro. Universidade Estadual Paulista, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, p. 98. 2004. Disponível em <http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/brc/33004137004P0/2004/hardt_r_me_rcla.pdf>. Acesso em: 9 ago. 2011.

        KARMANN, I.; SÁNCHEZ, L. E. Speleological provinces in Brazil. International Congress of Speleology. Anais... Barcelona: UIS. 1986.

        KARMANN, I.; SÁNCHEZ, L. H. Distribuição das rochas carbonáticas e províncias espeleológicas do Brasil. Espeleotema, Monte Sião, v. 13, p. 105-167, 1979.

        Equipe técnica:

        Débora Campos Jansen, Analista Ambiental
        Ana Lúcia de Costa de Oliveira Galvão, Analista Ambiental
        Maristela Felix de Lima, Analista Ambiental
        Lindalva Ferreira Cavalcanti, Analista Ambiental
        Júlio Ferreira da Costa Neto, Analista Ambiental



        Escrito por sj.aracaju2009 às 10h28 PM
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        Comitê da Bacia do São Francisco discute construção de hidrelétricas em Curaçá


        Comitê da Bacia do São Francisco discute construção de hidrelétricas em Curaçá

        “A hora de se manifestar é agora”, disse o Coordenador da Câmara Consultiva Regional do Submédio, do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Uilton Tuxá, se referindo à necessidade da população de Curaçá resistir ao Projeto de construção das Hidrelétricas de Riacho Seco e Pedra Branca. A discussão esteve em pauta em reunião regional do Comitê que aconteceu no município de Curaçá (BA) no último dia 07.

        Na oportunidade, o ambientalista e membro do CBHSF, Almacks Luiz, apresentou a situação atual de degradação do rio em toda a Bacia, destacando a constatação de graves problemas ambientais como assoreamento e baixa vazão. Até mesmo o Projeto Jaíba, no norte de Minas Gerais – maior projeto de irrigação do país – está com dificuldades para funcionar devido a quantidade de água disponível, pontuou Almacks. Em seguida, embasado de dados disponibilizados pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), o representante do CBHSF problematizou a insistência do governo brasileiro em seguir com as perspectiva de construção das barragens em Curaçá.

        Convidada para o debate, a Chesf informou que não teria disponibilidade. “Estão discutindo energia apenas nos gabinetes, não estão discutindo com o povo”, critica Almacks, ao tempo em que também relata alguns prejuízos gerados pela redução da vazão do Lago de Sobradinho para 1.300 m³. Esta redução da vazão vem há alguns meses prejudicando atividades como a navegação e transporte de passageiros, a pesca artesanal e outras demandas essenciais para a vida das comunidades ribeirinhas.

        Oficialmente, o CBHSF não dispõe de informações acerca do andamento do Projeto de construção das duas barragens em Curaçá, mas sabe-se que as movimentações vem sendo feitas para garantir a execução, insistindo em um modelo energético que viola os direitos humanos.

        O representante do Movimento de Atingidos por Barragens, Celso Rodrigues, lembrou que muitas famílias relocadas devido à construção das Barragens de Sobradinho e Itaparica ainda vivem sem ter acesso a direitos como água e a própria energia gerada pelas hidrelétricas que as expulsaram de suas terras. Em Curaçá, por exemplo, recentemente a Chesf deixou nas mãos da prefeitura a responsabilidade com despesas de Agrovilas formadas por reassentados da Barragem de Itaparica, o que significa uma quebra de acordos feito entre a empresa e as famílias.

        Criada no período da Ditadura Militar, a Chesf chega nas comunidades e órgãos de governos locais com as promessas de desenvolvimento. Contudo, na opinião de Uilton Tuxá, não se pode esquecer os prejuízos que ficam para a região. “Com o passar do tempo, vocês ficam sem terra e sem dinheiro”, disse o coordenador da CCR do Submédio referindo-se às garantias dadas à população pelos defensores da ampliação do agro e hidronegócio no Vale do São Francisco.


        Na ponta do lápis


        Economicamente, a energia gerada a partir da água é a mais barata, porém o custo para os consumidores ainda é muito alto, sem contar que há uma enorme disparidade entre grandes e pequenos usuários, destacou Celso, do Mab.

        De acordo com dados da Chesf, a Barragem de Riacho Seco geraria 320mw e Pedra Branca 320mw. Em termos de lucros financeiros para as prefeituras dos municípios do entorno das Hidrelétricas não haveria muita vantagem. O município de Orocó (PE), que teria parte da cidade inundada após a construção dos lagos, arrecadaria apenas R$ 23 mil por mês, proveniente da Compensação Financeira pelo Uso de Recursos Hídricos (Cfurh).

        Sento Sé é o município que mais recebe recursos do Cfurh devido a construção da Barragem de Sobradinho, chegando a somar aproximadamente R$ 7 milhões por ano. Apesar disto, a cidade não dispõe de serviços básicos e infra-estrutura para atender a população que tem que se deslocar para Juazeiro ou Remanso em busca até mesmo de atendimento médico especializado.

        “Energia para que e para quem?”, questionaram muitos dos participantes da reunião. A Chesf integra o CBHSF, no segmento Hidroeletricidade, contudo é ausente das reuniões da Câmara Consultiva Regional, ainda que seja solicitada para prestar esclarecimentos acerca de suas ações.


        Texto: Comunicação Irpaa



        Escrito por sj.aracaju2009 às 09h18 PM
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        Educadores/as de Curaçá participam de formação sobre uso de livro didático contextualizado


        Educadores/as de Curaçá participam de formação sobre uso de livro didático contextualizado

        Educadores e educadoras do 4 º e 5 º ano das escolas municipais do campo localizadas nas comunidades de São Bento, Poço de Fora, Mundo Novo, Barro Vermelho, Roçado e Ferrete, interior de Curaçá, no sertão da Bahia, participaram na última segunda-feira (11) do segundo encontro de formação do projeto de uso de material didático contextualizado com o Semiárido. A iniciativa do Projeto é do Irpaa em parceria com a Secretária de Educação de Curaçá.

        Durante a formação, o grupo relatou como foi o primeiro contato das crianças com o livro Conhecendo o Semiárido Volumes 1 e 2. “Elas gostaram muito, se encontraram no livro”; “animadas as crianças folhearam todo livro”, essas foram algumas das falas das educadoras e educadores que estão trabalhando em sala de aula o livro contextualizado. Conhecer e discutir o conceito da interdisciplinaridade, transposição didática e a contextualização, elementos da pedagogia, também fez parte do encontro.

        “Contextualizar é compreender o mundo a partir do local para o global”, pontua Edineusa Souza, colaboradora do Irpaa e uma das autoras do livro contextualizado,o qual permite aos professores/as trabalharem de forma integrada com o material oferecido pelo Ministério da Educação – MEC. “O projeto traz essa oportunidade de trabalhar o livro contextualizado e não descartar o livro do MEC que a escola trabalha, é na verdade uma forma dos professores e professoras enxergarem que as possibilidades de trabalhar o conhecimento podem ser construídas a partir de uma compreensão do que seja educação contextualizada”, declara Edineusa.

        De acordo com Sandra Regina Pires de Araújo, coordenadora pedagógica de Curaçá, a educação contextualizada no município é trabalhada por alguns educadores/as, a exemplo das agrovilas e da comunidade de São Bento. “A gente tem proposta política pedagógica para as escolas municipais que vem tratando a educação contextualizada, embora hoje em dia ela tenha ficado um pouco engavetada.... mas algumas escolas fazem suas propostas baseadas nesse documento”, afirma a coordenadora. Ela acredita que o livro Conhecendo o Semiárido Volumes 1 e 2, vai reforçar a prática da educação contextualizada em Curaçá. “A gente considera o livro didático uma forma importante, porque ele traz conteúdo básico que são necessário para aprendizagem do aluno...o livro de educação contextualizada vem justamente comungar com esse trabalho...reforçando a importância do professor está contextualizando aqueles conteúdos”, avalia.

        O educador Naelson Brandão dos Santos contou que mesmo antes do projeto ele já trabalhava com seus estudantes de forma contextualizada, pois “é importante essa contextualização, pra mostrar para ele e facilitar o aprendizado e para que eles conheçam a sua localidade e seu lugar”, diz. Ele ainda complementa, afirmando que não trabalha só a localidade, mas também o global e que o livro é mais um recurso que vai contribuir para essa prática educacional.

        As educadoras e educadores avaliaram o momento de formação como um espaço que desperta um novo olhar, rico de conhecimento, além de permitir a socialização das experiências vivenciadas por cada um/a.

        Para além das formações, o projeto de uso de material didático contextualizado com o Semiárido prevê um trabalho de monitoramento e acompanhamento, com visitas nas escolas que estão trabalhando com o livro. Está sendo feita também a sistematização de experiência, construída com as narrativas das/dos educadores/as sobre o uso do livro Conhecendo o Semiárido Volumes 1e 2 articulado com o livro didático utilizado em sala de aula.

        Texto e Foto: Comunicação Irpaa



        Escrito por sj.aracaju2009 às 09h16 PM
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        Novo portal vai ajudar estados e municípios a elaborar metas


        Segunda-feira, 04 de agosto de 2014 - 14:08

        Ao lançar o portal do PNE, o ministro Henrique Paim destacou o formato do plano, que, com suas metas e estratégias, permitirá à sociedade acompanhar de perto a implementação:  “Os planos estaduais e municipais serão alinhados, articulados, tornando o PNE possível” (foto: João Neto/MEC)Estados e municípios brasileiros contam com uma nova ferramenta para auxiliá-los na elaboração dos planos de educação, alinhados às 20 metas e às diversas estratégias que compõem o Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado e sancionado em junho passado, com a Lei nº 13.005/2014. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase), apresentou nesta segunda-feira, 4, o portal Planejando a Próxima Década, em cerimônia que contou com a participação dos ministros da Educação, Henrique Paim, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, de secretários do MEC e de representantes de entidades ligadas à área educacional.

        O titular da Sase, Binho Marques, destacou que o portal representa a largada para a construção dos 5.570 planos municipais de educação, assim como dos 26 estados e do Distrito Federal. “Os planos serão resultado de pactuação com cada unidade da Federação”, explicou o secretário.

        Para o ministro da Educação, o Brasil vive um momento histórico, com um plano nacional construído após amplo debate na sociedade e no Congresso Nacional. Paim destacou o formato enxuto do PNE, com 20 metas e muitas estratégias, o que permite à sociedade acompanhar de perto a implementação. “Os planos estaduais e municipais serão alinhados, articulados, tornando o PNE possível”, disse.

        Para o ministro, o plano nacional demonstra maturidade. Ele listou várias questões a serem equacionadas, desde a educação infantil até a pós-graduação, e citou também a educação profissional e a necessidade de maior internacionalização da educação superior, de forma a propiciar o casamento entre a universidade e o mundo produtivo.

        Paim lembrou que, nos últimos anos, houve aproximação entre a universidade e a educação básica, o que representa importante avanço. Ele ressaltou que um dos desafios é a formação de professores. “Quando os educadores se envolvem com paixão, é possível superar barreiras”, afirmou o ministro.

        Assessoria de Comunicação Social

         

        fonte:www.mec.gov.br



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        Quem tem medo da agroecologia?

        11 de julho de 2014


        Por Esther Vivas*

        Do Público


        A agricultura ecológica deixa alguns bem nervosos. É o que se constata, ultimamente, na multiplicação de artigos, entrevistas, livros que tem apenas o objetivo de desprestigiar seu trabalho, desinformar sobre sua prática e desacreditar seus princípios. Trata-se de discursos cheios de falsidades que, vestidos de uma suposta independência científica para se legitimar, contam-nos as “maldades” de um modelo de agricultura e alimentação que ganha progressivamente mais apoios. No entanto, por que tanto esforço para desautorizar esta prática? Quem tem medo da agricultura ecológica?


        Quando uma alternativa é bem aceita socialmente, são duas as estratégias para neutralizá-la: a cooptação e a estigmatização. A agricultura ecológica é torpedeada por ambas. Por um lado, cada vez são mais as grandes empresas e os supermercados que produzem e comercializam estes produtos para atender a um florescente nicho de mercado e “limpar” a imagem, mesmo que suas práticas não tenham nada a ver com o que este modelo defende. Seu objetivo é cooptar, comprar, subsumir e integrar esta alternativa ao modelo agroindustrial dominante, esvaziando-a de conteúdo real. Por outro lado, a estratégia do “medo” é estigmatizar, mentir e desinformar sobre a mesma, confundir a opinião pública, para assim desautorizar este modelo alternativo.


        E se alguém levanta a voz em sua defesa? Sofre insultos e desqualificações. Se um cientista se posiciona contra a agricultura industrial e transgênica, é tachado de “ideológico”. Como se defender este tipo de agricultura não respondesse a uma determinada ideologia, a daqueles que se situam na órbita das multinacionais agroalimentares e biotecnológicas e que muitas vezes cobram das mesmas. Se um “não cientista” a critica, então, seu problema é que não sabe, que é um ignorante. De acordo com estes, parece que só os cientistas e, em particular, aqueles que defendem seus próprios postulados, podem ter uma posição válida a respeito. Uma atitude muito respeitosa com a diferença. Outra prática habitual é qualificar quem critica de “magufo”, sinônimo depreciativo, segundo a gíria desta “elite científica”, de anticientífico. Vê-se que defender uma ciência a serviço do público e do coletivo implica em ser contra ela. Uma argumentação de loucos.


        Vejamos, na sequência, algumas das afirmações mais repetidas para desqualificar e desinformar sobre a agricultura ecológica, e que ampliaremos em artigos subsequentes. Porque há quem acredita que repetir mentiras serve para construir uma “verdade”. Contra a calúnia, dados e informação.


        O perigo dos agrotóxicos


        “A agricultura ecológica não é mais saudável nem melhor para o meio ambiente”, dizem. Querem nos fazer acreditar que uma agricultura industrial, intensiva, que usa sistematicamente produtos químicos de síntese em sua produção, é igual a uma agricultura ecológica que prescinde dos mesmos. Incrível. Se as práticas agroecológicas emergem é precisamente como resposta a um modelo de agricultura que contamina a terra e os nossos corpos.


        Há anos, a retirada e proibição de fitossanitários, agrotóxicos, utilizados na agricultura convencional foram uma constante, após se demonstrar seu impacto negativo sobre a saúde do campesinato e dos consumidores e no meio ambiente. Talvez o caso mais conhecido seja o do DDT, um inseticida utilizado para o controle de pragas desde os anos 1940 e que, devido à sua alta toxicidade ambiental e humana e pouca ou nula biodegradabiidade, foi proibido em muitos países. Em 1972, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos vetou seu uso ao considerá-lo um “potencial cancerígeno para as pessoas”. Outras agências internacionais, como o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, entre outras, denunciaram também estes efeitos. Mesmo assim, quem mantém a afirmação inicial – aqui rebatida – mostra-se ainda, e mesmo que possa surpreender, partidário do DDT e o segue defendendo, apesar de todas as evidências.


        No entanto, o DDT não é um caso isolado. Cada ano, produtos químicos de síntese utilizados na agricultura industrial são retirados do mercado pela Comissão Europeia. Sem ir mais longe, em 2012, o Tribunal de Grande Instância de Lyon concluiu que a intoxicação do camponês Paul François e as consequentes sequelas em sua saúde foram devidas ao uso e manipulação do herbicida Lasso, da Monsanto, que não informava nem sobre a correta utilização do produto nem sobre seus riscos sanitários. A própria Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) sentenciava no artigo Control of water pollutiom from agriculture, em 1996, que o uso de pesticidas na agricultura tinha efeitos negativos em vários níveis: 1) Nos sistemas aquáticos, já que sua alta toxicidade e a persistência de químicos degradava as águas. 2) Na saúde humana, pois a inalação, a ingestão e o contato com a pele destes produtos químicos incidia no número de casos de câncer, deformidades congênitas, deficiências no sistema imunológico, mortalidade pulmonar. 3) No meio ambiente, com a morte de organismos, geração de cânceres, tumores e lesões em animais, através da inibição reprodutiva, e a disrupção endócrina, entre outros. Que fitossanitários serão proibidos amanhã? Impossível saber. Até quando permitiremos continuar sendo cobaias?


        Brincando com a saúde dos países do Sul


        Capítulo à parte mereceria a análise do impacto destes agrotóxicos sobre a saúde das comunidades próximas às plantações onde são aplicados. Inúmeros foram os casos documentados, especialmente em países do Sul, onde seu uso é mais permissivo. Na Argentina, temos o conhecidíssimo caso das Mães de Ituzaingó, em Córdoba, em pé de guerra contra as fumigações nas plantações de soja ao redor da sua comunidade, e responsáveis pelo alto número de casos de câncer, malformações em recém nascidos, anemia hemolítica... que afetam a sua população. Em 2012, a Câmara I do Crime de Córdoba deu-lhes ganho de causa ao sentenciar que a fumigação com agrotóxicos era crime e seus autores foram condenados por contaminação dolosa.


        Em vários países centro-americanos, o uso sistemático do Dibromo Cloropropano (DBCP) em plantações das Standard Fruit Company, Dole Food Corporation Inc., Chiquita Brands International foi o responsável por centenas de mortes, cânceres, deficiências mentais, malformações genéticas, esterilidade e dores por todo o corpo entre seus trabalhadores. Mesmo que, em 1975, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos considerasse a DBCP um possível agente cancerígeno, as multinacionais bananeiras continuaram a usá-lo. A lista poderia continuar com casos de comunidades afetadas pelo uso de agrotóxicos na Índia, Tailândia, Paraguai e muitos outros países. A agricultura industrial produz doenças e mortes, como demonstram os dados. Quem o negar, mente.


        Se falamos de alimentação e saúde é necessário referir-se também ao impacto negativo de alguns aditivos alimentares (aromatizantes, colorantes, conservantes, antioxidantes, adoçantes, adensadores, realçadores de sabor, emulsionantes...) em nosso organismo. Está claro que desde as origens da alimentação existem métodos para conservá-la, e é fundamental que assim seja, caso contrário, o que comeríamos? Entretanto, o desenvolvimento da indústria alimentar generalizou o uso de aditivos químicos de síntese para adaptar a alimentação às características de um mercado quilométrico (onde os alimentos viajam grandes distâncias do campo ao prato), consumista (realçando desnecessariamente a cor, o sabor e o aroma dos produtos para torná-los mais apetecíveis) e que adoça artificialmente a alimentação, com produtos que deixam muito a desejar.


        Do aspartame e do glutamato monossódico


        Não se trata de colocar todos os aditivos no mesmo saco, mas assinalar o impacto que alguns podem ter em nosso organismo, especialmente os aditivos sintéticos, em comparação com os naturais. O livro Os aditivos alimentares. Perigo, de Corinne Gouget, assinala especialmente dois: o aspartame, codificado na Europa com o número E951, e o glutamato monossódico, com o E621.


        O aspartame é um adoçante não calórico empregado em refrigerantes e comida “light”. Alguns estudos apontaram as consequências negativas que pode ter em nossa saúde. A Fundação Ramazzini de Oncologia e Ciências Ambientais, com sede na Itália, publicou, em 2005, na revista Environmental Health Perspectives os resultados de um exaustivo trabalho onde, a partir da experimentação com ratos, assinalava os possíveis efeitos cancerígenos do aspartame para o consumo humano. O informe concluía que o aspartame é um potencial agente cancerígeno, inclusive com uma dose diária de 20 miligramas por quilo, muito abaixo dos 40 miligramas por quilo de ingestão diária aceitos pelas autoridades sanitárias europeias. A Fundação Ramazzini concluía que era necessário revisar as diretrizes sobre sua utilização e consumo. No entanto, a Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, em sua sigla em inglês) omitiu estas conclusões e, seguindo a pauta habitual com os trabalhos científicos críticos, desautorizou o trabalho. Não esqueçamos os laços estreitos da EFSA com a indústria alimentar e biotecnológica e como, por exemplo, sua presidenta na Agência Espanhola de Segurança Alimentar é Ángela López de Sá Fernández, ex-diretora da Coca-Cola.


        O glutamato monossódico, por sua vez, é um aditivo realçador de sabor muito utilizado em frios, hambúrgueres, misturas de condimentos, sopas, molhos, batatas fritas, guloseimas. Estes últimos, muito consumidos pelas crianças. Em 2005, o professor de fisiologia e endocrinologia experimental da Universidade Complutense de Madri, Jesús Fernández-Tresguerres, um dos 35 membros da Real Academia Nacional de Medicina, publicou nos Anais da Real Academia Nacional de Medicina os resultados de um longo trabalho onde analisava os efeitos da ingestão de glutamato monossódico no controle do apetite. As conclusões foram demolidoras: sua ingestão aumentava a fome e a voracidade em 40% e impedia o bom funcionamento dos mecanismos inibidores do apetite, o que contribuía para o aumento da obesidade e, a partir de certas quantidades, se considerava que poderia ter efeitos tóxicos sobre o organismo. Alguns chegaram a denunciar, informalmente, esta substância como “a nicotina dos alimentos”.


        Além do aspartame e do glutamato monossódico, outros aditivos também se mostraram prejudiciais à saúde humana, e acabaram sendo retirados do mercado. Em 2007, a Comissão Europeia proibiu o uso do colorante vermelho 2G (E128), utilizado mormente em linguiças e hambúrgueres, ao considerar, depois de uma reavaliação da EFSA, que este poderia ter “efeitos genotóxicos e cancerígenos” para as pessoas. A avaliação toxicológica anterior foi realizada 25 anos atrás. Outros estudos assinalaram como a mistura de alguns colorantes, muitas vezes utilizados em refrigerantes e “guloseimas”, combinados com a ingestão de outros aditivos presentes por sua vez nestes produtos provocaria hiperatividade infantil. Assim concluía um estudo sobre aditivos alimentares publicado na revista The Lancet, em 2007: “As cores artificiais ou o conservante benzoato de sódio (ou ambos) na dieta provocam um aumento da hiperatividade em crianças de três anos e em crianças entre oito e nove anos”. O maravilhoso e duro documentário francês Nossos filhos nos acusarão, nos recorda, como assinala o seu título, a responsabilidade que temos.


        A agricultura ecológica, ao contrário, prescinde destes aditivos químicos de síntese, colocando no centro da produção de alimentos a saúde das pessoas e do planeta. Quem pode considerar, visto o que foi visto aqui, que a agricultura e a alimentação industrial, intensiva e transgênica é mais respeitosa com as pessoas e o meio ambiente que a ecológica? Vocês decidem.


        *A tradução é de André Langer.

         fonte  http://www.mst.org.br/node/16284


        Escrito por sj.aracaju2009 às 08h31 PM
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        A INFLUÊNCIA DAS TECNOLOGIAS NO NOSSO DIA-A-DIA



        É incrível a evolução e o avanço da tecnologia na sociedade. As pessoas têm se beneficiado bastante com o conforto e comodidade proporcionados pelo desenvolvimento tecnológico. Como exemplos de sua da influência no cotidiano das pessoas têm-se os computadores e os celulares, ferramentas criadas para facilitar na realização de várias atividades e que se desenvolveram tanto a ponto de tornarem-se essenciais na vida das pessoas. No aspecto da evolução, pode-se verificar como os computadores tornaram-se ao longo do tempo cada vez menores e mais sofisticados. Devido ao seu poder de armazenamento e processamento de informações, praticamente todos os setores, sejam eles privados ou públicos, têm suas atividades atreladas ao computador. Os celulares que facilitam a comunicação entre as pessoas, antigamente conhecidos como aparelhos de luxo, popularizaram-se de maneira impressionante, estão mais modernos a cada dia, possuem várias facilidades que vão além de um simples ato de realizar uma ligação. No Brasil por exemplo, o número de celulares ultrapassou o número de habitantes. O avanço desses exemplos de tecnologia pode ser notado em vários ramos da sociedade. Na educação, por exemplo, o computador tornou-se uma ferramenta essencial no processo de ensino e aprendizagem. Os cursos à distancia, técnicos ou superiores,  possibilitam a muitas pessoas o acesso à educação com a facilidade de participar desse processo sem ter que necessariamente sair de casa. Anos atrás isso era uma realidade distante que a tecnologia tornou possível graças ao avanço dos computadores. Os avanços da tecnologia são perceptíveis em diversas áreas além da educação. Na saúde por exemplo, os pacientes com parkinson futuramente poderão contar com o auxílio de um adesivo inteligente que monitora o estado de saúde e libera doses exatas de remédios em horários programados. Na segurança, a polícia militar do Rio de Janeiro vem fazendo uso de óculos com câmeras que monitoram todas as ações dos policiais. Com o uso desse dispositivo evita-se abuso dos policiais e todo material pode ser usado em investigações pela PM. Até mesmo o governo tem utilizado esse meio tecnológico, devido a agilidade no tratamento das informações, nos processos de transparência das ações governamentais e na realização de licitação por meios eletrônicos. A cada dia a sociedade se depara com alguma inovação tecnológica que tem grande impacto na vida das pessoas. É fato que a tecnologia evoluiu e continuará a evoluir e trazer várias facilidades no dia-a-dia. Espera-se que no decorrer do tempo ela traga mais benefícios e que as pessoas possam usufruir cada vez...


        Escrito por sj.aracaju2009 às 08h25 PM
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        “A Caatinga era considerada o patinho feio do Brasil”, diz pes quisadora


        “A Caatinga era considerada o patinho feio do Brasil”, diz pesquisadora

        Apesar de ser um Bioma que só existe no Brasil, durante muito tempo a Caatinga era vista como algo sem valor, uma vegetação que podia ser destruída para dá lugar a outros cultivos, sem considerar sua diversidade de potenciais e a existência de vidas animais e vegetais também exclusivas do Bioma. Fatores como a ação predatória de pessoas, grupos empresariais e governos, somados a ineficiência do Estado no sentido de fazer cumprir as leis ambientais, tem contribuído significaticamente para a extinção de diversas espéceis da fauna e da flora da Caatinga, inclusive na região do sertão da Bahia, que ainda possui extensas áreas preservadas.

        A ararinha azul, por exemplo, que faz parte das 510 espéceis de aves da Caatinga, desde 2007 não é mais vista na região. A onça pintada, também conhecida como verdadeira, e a onça parda, para muitos chamada de sussuarana ou bodeira, tem tido poucos sinais de sua existência no norte da Bahia e por isso hoje é motivo de pesquisas e ações de conservação, a exemplo do Programa “Amigos da Onça”, do Instituo Pró-Carnívoros.

        Neste dia 28 de abril, Dia Nacional da Caatinga, estudantes do Centro Territorial de Educação – Cetep, tiveram acesso a essas discussões durante o Seminário “Caatinga e Educação Ambiental: expressões de vida, projetos e compromissos socioambientais”, realizado pela Secretaria de Meio Ambiente e Ordem Pública de Juazeiro, com apoio de organizações parceiras.

        No evento, a apresentação do Projeto “Ararinha na Natureza”, desenvolvido no município de Curaçá (BA) e o Programa “Amigos da Onça”, que contempla áreas de Caatinga na Chapada Diamantina e Sertão da Bahia, despertaram a preocupação com as ações humanas que vem sendo intensificadas no sentindo de comprometer a existência do Bioma nessas áres em estudo. Além do tráfico de animais, argumento muito utilizado quando se trata da extinção dessas espéceis, foi pontuado durante o debate também a forte de incidência de atividades como a mineração, extração ilegal de madeira, o crescimento da abertura de estradas para construção de paques eólicos, ampliação desordenada de monocultivos, a exempo da cana-de-açúcar. Tem-se constatado a aumento desse tipo de destruição na região, o que afeta diretamente a vida das famílias, chegando a expulsá-las de suas terras, tirando-lhe o direito de viver do seu jeito tradicional, além de erradicar também a vegetação e a fauna.

        De que valorização estamos falando?

        “A Caatinga era considerada o patinho feio do Brasil, pesquisadores acreditavam que ela era muito pobre”, rememorou a bióloga Claudia Bueno, do Instituo Pró-Carnívoros, destacando a importância da Caatinga para a vida das populações do Semiárido brasileiro e para todo o ecossistema. O reconhecimento da riqueza da Caatinga é sem dúvida um avanço, entretanto traz também uma série de preocupações, uma vez que o reconhecimento vem acompanhado de estratégias de exploração que pouco ou nada garantem a preservação para as futuras gerações.

        Os diversos setores econômicos tem voltado-se para a Caatinga, reconhecendo principalmente seu potencial para a exploração no setor mineral e energético. Numa aliança entre grupos empresariais brasileiros, multinacionais e governos estaduais e federal, tudo com base em um discurso de alavancar o desenvolvimento regional, aos poucos, o Bioma Caatinga deixa de existir. Não há desvalorização maior que essa.

        Iniciativas

        A educação ambiental, somadas às ações de Recaatingamento, à garantia de um extrativismo sustentável e à oferta de oportunidades de geração de renda que distancie as comunidades de uma prática predatória são sem dúvidas medidas valiosas e vem sendo desenvolvidas por diversas organizações. Muitas delas contam, inclusive, com o financiamento do governo brasileiro e de empresas que contribui significativamente para a destruição do Bioma.

        Contudo, o papel do Estado frente a este contexto ainda é o de maior impacto. Os Conselhos de Meio Ambiente pouco atuam no sentindo de problematizar empreendimentos que chegam e se instalam na região, da mesma forma que os órgãos ambientais, a exemplo do Inema (Instituto Estadual de Meio Ambiente), na Bahia, não fiscaliza e pune devidamente os maiores responsáveis.

        A criação do Dia Nacional da Caatinga, mais do que uma conquista, deve ser uma alerta. Ele surge não como apenas como um incentivo à valorização do Bioma, mas como uma alerta de que ele precisa de cuidados para continuar a existir.

        Texto e Fotos: Comunicação Irpaa

         

         



        Escrito por sj.aracaju2009 às 08h10 PM
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        Documentário ‘O Veneno Está na Mesa 2′ mostra riscos dos agrotóxicos nos alimentos

        Documentário ‘O Veneno Está na Mesa 2′ mostra riscos dos agrotóxicos nos alimentos

        No país que mais consome agrotóxicos no mundo, há alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores. É o que procura mostrar o filme O Veneno Está na Mesa 2, novo documentário do cineasta Silvio Tendler, lançado quarta-feira (16), no Teatro Casa Grande, no Leblon, zona sul do Rio.

        O filme dá continuidade à reflexão sobre o perigo que o uso de agrotóxicos representa para a saúde, mostrada no primeiro documentário de Tendler sobre o tema, com o mesmo título e lançado em 2011. Com 70 minutos de duração, O Veneno Está na Mesa 2 avança na desconstrução do mito de que a utilização dos defensivos agrícolas é indispensável para garantir abundância de alimentos na mesa do consumidor.

        Os dois documentários fazem parte de uma estratégia de ação da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, iniciativa que reúne movimentos sociais e entidades no objetivo comum de sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam. A partir daí, a ideia é propor medidas para frear seu uso no Brasil. “O povo brasileiro não pode mais engolir essa história de que o agrotóxico é a modernidade no campo. Ele gera câncer, trabalho escravo e manda todo seu lucro para o exterior”, disse Alan Tygel, um dos coordenadores da campanha.

        A produção do filme contou com o apoio da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), que vem desenvolvendo iniciativas para que a produção de alimentos sem veneno se torne uma alternativa viável. De acordo com o diretor Silvio Tendler, não há sentido em se construir uma economia baseada na destruição da natureza.

        “A agroecologia é fundamental como forma de produção econômica, social e de desenvolvimento. No filme eu mostro pessoas que plantam e cultivam de forma sadia e também as dificuldades que elas enfrentam para a comercialização dos alimentos que produzem”, destacou o cineasta.

        A exemplo do primeiro documentário da série , visto por mais de um milhão de pessoas, O Veneno Está na Mesa 2 será distribuído gratuitamente para um circuito alternativo de exibição. Escolas, universidades, comunidades, igrejas, assentamentos de trabalhadores rurais e outros locais integram esse circuito, coordenado pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida.

         

        Texto disponível em camaradecultura.org/



        Escrito por sj.aracaju2009 às 08h08 PM
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        Meio Ambiente

        IHU 64ihu

        A Câmara de Cultura possui um nítido comprometimento com as questões ambientais, principalmente no que se refere ao desenvolvimento sustentável.

        As preocupações para com o meio ambiente, o desenvolvimento sustentável e os novos modelos de gestão ambiental são temas atuais e obrigatórios.

        A questão ambiental deve ser uma preocupação permanente do Governo, da sociedade civil e das empresas, cujas ações somadas permitirão resultados ambientais mais sólidos e permanentes.

        Por outro lado, sabemos e reafirmamos que o meio ambiente é um tema complexo e transversal, que afeta e se relaciona com quaisquer atividades humanas. Estamos convencidos que os temas ambientais deve ser discutidos com cuidado, seriedade, transparência e responsabilidade.

        O desenvolvimento sustentável não pode e não deve ser tratado de forma panfletária ou excludente, porque exige, por parte de toda sociedade, comprometimento e recursos de longo prazo.

        Os Projetos desenvolvidos pela Câmara de Cultura estão essencialmente focados em Educação Ambiental, no que se refere à sociedade civil e em Qualidade Total Ambiental e Ecoeficiência no que se refere às empresas.

        Livro Cidadania Ambiental: ÁGUA

        Henrique Cortez, subeditor da Revista Cidadania & Meio Ambiente e Coordenador editorial do Portal EcoDebate, lançou no final do mês de outubro de 2010, pela Editora Baraúna, o livro “Cidadania Ambiental: ÁGUA”, com o objetivo de oferecer à sociedade civil, informações importantes sobre educação ambiental.

         Livro Cidadania Ambiental



        Escrito por sj.aracaju2009 às 08h07 PM
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        Dia Mundial da Água: um chamamento à sociedade do Semiárido brasileiro


        Dia Mundial da Água: um chamamento à sociedade do Semiárido brasileiro

        "No Semiárido não falta água. Falta Justiça!" (Dom José Rodrigues)


        Ao mesmo tempo em que o Comitê de Bacia Hidrográfica do São Francisco – CBHSF vem trabalhando na difícil tarefa da revitalização do Rio São Francisco e de seus afluentes por meio dos Projetos Hidroambientais, a derrubada das Caatingas e a desertificação estão em pleno andamento.

        Segundo os especialistas, a Caatinga em pé consegue se adaptar às mudanças climáticas, mas enquanto isso empresas como a Agrovale, que já derrubou 21 mil ha para o cultivo da cana, vem ampliando sua área com mais 2 mil ha na região do Salitre, em Juazeiro.

        No Dia Mundial da Água, vale então uma provocação à sociedade e em especial ao CBHSF que é responsável pela gestão dos recursos pagos pelos múltiplos usos da água do Velho Chico: a Agrovale pagou somente R$ 9.073,38 no ano de 2012 pelos 13.259.072 m³ da água que tirou do Rio São Francisco (Fonte: site do CBHSF). Numa matemática lógica, isto quer dizer que para irrigar 1 ha de cana-de-açúcar, a Agrovale pagou por ano R$ 0,43 (quarenta e três centavos), sendo que ela produz até 120 toneladas de cana por hectare. Para visualizar esses números, pode-se fazer uma outra conta: a quantidade de água retirada do São Francisco em um ano pela empresa é equivalente a água que pode ser armazenada em 1 milhão de cisternas de 14 mil litros.

        Se o CBHSF se coloca em defesa da água, da vida do rio e dos povos ribeirinhos, deve corrigir esta distorção na tarifa da cobrança da água das empresas que fazem os diversos usos para a geração de lucros e levantar sua voz sobre outros projetos desenvolvimentistas, a exemplo da grande irrigação e mineração. Quanto à população, é preciso questionar: a que e a quem serve toda essa exploração ambiental, social e cultura para produção de energias?

        Em contrapartida, ratificamos a importância da Política Nacional de Convivência com o Semiárido, considerando a viabilidade de maiores investimentos na captação, armazenamento e distribuição da água de chuva, inclusive com base no Atlas Nordeste e com a garantia de medidas eficazes de uso racional de todo potencial hídrico do Semiárido brasileiro.

         

         

        Textos para consultar:

         

        http://cbhsaofrancisco.org.br/download/contratos-de-gestao/usuarios-e-valores/2012/Usuarios%20cobrados%20SF%202012.pdf 
        http://www.tribunadabahia.com.br/2013/09/23/confira-entrevista-sobre-etanol-com-diretor-da-agrovale-carlos-farias 
        http://www.irpaa.org/noticias/433/mst-ocupa-area-da-empresa-agrovale-no-projeto-salitre-em-juazeiro-ba-

         

         

        fonte: http://www.irpaa.org/noticias/927/dia-mundial-da-agua-um-chamamento-a-sociedade-do-semiarido-brasileiro



        Escrito por sj.aracaju2009 às 09h49 AM
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